3 PASSOS PARA O GERENCIAMENTO DE RISCOS

fevereiro 18, 2016 10:00 am

Gerenciamento de Riscos é uma parte da estratégia de todas as empresas. Ele está presente na tomada de decisão de vários setores e departamentos.

Ao decidir por comprar um ativo, contratar pessoal, realizar um financiamento ou investimento, é natural calcular o retorno desejado. Muitas vezes fazemos isso de maneira intuitiva.

Neste artigo você irá aprender como gerenciar riscos para evitar aqueles que podem problematizar ou até inviabilizar os resultados positivos do seu negócio.

Software para Gerenciamento de Riscos

Como surgem os riscos?

A origem dos riscos aos quais as empresas estão sujeitas pode estar em fatores do ambiente externo ou interno da organização. Esses riscos ocorrem em diversas áreas de seu negócio: processos, finanças, governança, gestão, infraestrutura, pessoas, etc.

É de extrema importância que se consiga identificar os gargalos em cada uma dessas áreas, de maneira a encontrar e mapear os riscos potenciais, que podem causar grandes danos à organização – financeiros, ativos, credibilidade, reputação. Eles podem acontecer devido a erros, falhas, má fé e desvios de conduta.

Todos esses riscos são muito preocupantes, porém, os mais alarmantes são aqueles que não são conhecidos. Estes são responsáveis pelo impacto inesperado e possuem considerável probabilidade de ocorrer quando não há uma boa gestão de riscos na organização.

É primordial que a empresa tenha um processo bem estabelecido e pragmático de gerenciamento de riscos e que gere valor ao negócio.

De nada adianta ter um mapeamento dos riscos com uma rotina pragmática de mensuração se isso não gera ganhos para a empresa. Ao mesmo tempo, não adianta ter todo o mapeamento e o processo estabelecidos sem o controle.

É por isso que as empresas devem estruturar mecanismos de tratamento para agir sobre eles, atuando por meio da análise de riscos estratégicos, operacionais, financeiros e de compliance (regulatórios e legais). Todo eles são conhecidos como riscos corporativos.

gestão eficiente dos riscos corporativos passa por 5 etapas básicas para seu completo funcionamento. Essas 5 etapas se desenvolvem nos três passos para operacionalizar o gerenciamento de riscos.

As 5 etapas do gerenciamento de riscos eficiente:

  1. Identificação: Identificar os riscos e compreender algumas de suas características para análise posterior.
  2. Análise Qualitativa: Compreender a importância do risco através de escalas médias de impacto e probabilidade.
  3. Análise Quantitativa: Investigar o impacto e efeitos do risco com precisão numérica.
  4. Planejamento de Respostas: Priorização de riscos e decidir como lidar com cada um considerando a tolerância ou aversão a riscos predominante.
  5. Monitoramento: Acompanhar o comportamento dos riscos no tempo e a adequação do nível de exposição existente.

Entendendo essas cinco etapas, deve-se iniciar os 3 passos básicos para realizar um gerenciamento de riscos eficiente de sua empresa:

Primeiro Passo – Diagnosticar os Riscos:

Corresponde às etapas 1, 2 e 3 do gerenciamento de riscos.

Como toda e qualquer organização tem o seu próprio modelo de gestão e seus processos específicos, é necessário que esse ambiente seja compreendido e mapeado para se encontrar os gargalos, vulnerabilidades e fragilidades da empresa.

Etapa 1 – Identificação:

É importante, portanto, definir o modelo de risco que será mapeado – características observadas para o seu tratamento – e identificar qual é o contexto da organização – se está em uma fase de amadurecimento, crescimento, expansão ou consolidação.

Etapa 2 – Análise Qualitativa:

Definido o modelo de risco, deve-se realizar entrevistas internas com os gestores e executores da empresa, buscando compreender o funcionamento dos processos, das atividades da empresa, dados existentes e indicadores.

Assim, será possível fazer uma análise qualitativa e compreender a importância do risco através de escalas médias de impacto e probabilidade.

Etapa 3 – Análise Quantitativa:

Por fim, trabalhar os dados existentes e indicadores para investigar o impacto e efeitos do risco com precisão numérica, por meio de uma análise quantitativa.

Uma vez identificados os riscos da empresa, o próximo passo é trabalhar com o planejamento de atuação.

Segundo Passo – Priorização dos Riscos e Planejamento de Ações

Etapa 4 – Planejamento de Respostas:

À medida que se mapeiam todos os potenciais riscos, a primeira coisa a se fazer é priorizá-los. Existirão inúmeros riscos mapeados dentro de sua organização, mas nem todos são passíveis de esforço para controle e execução me medidas paliativas.

Nem todo risco identificado deve ser mitigado, controlado ou extinto, principalmente quando não há uma relação aceitável de custo-benefício. Mas, como realizar a priorização dos riscos mais importantes?

A importância do risco é determinada por duas variáveis: probabilidade e impacto.

Probabilidade:

Para cada risco, há uma chance de que se ocorra um evento ou alguns eventos e ele se materialize.

Portanto, para determinar a probabilidade de ocorrência desse risco, pode-se seguir uma linha estatística – em que há uma base de dados para calcular a probabilidade de evento.

A outra opção é uma linha qualitativa, em que se definem faixas de risco associadas a um percentual – por exemplo, uma probabilidade muito rara, 0-5% de chance, rara, 5-15%, pouco rara, 15-25%, possível, etc.

Com essas faixas de referência, os avaliadores optam por uma faixa referência a partir de seu valor nominal (ex.: “muito rara”), que determinará o valor-base (no caso, 5%).

Impacto:

compreende a análise de dimensão do impacto causado pela ocorrência de um evento ou conjunto de eventos. Permite a avaliação da vulnerabilidade e da fragilidade do acontecimento nos resultados da corporação.

A opção qualitativa da análise de dimensão do impacto pode ser definida, também, por faixas de referência associadas a um percentual – por exemplo, um impacto muito pequeno, 0-15% de impacto, pequeno, 15-30%, médio, 30-45%, grande, 45-60%, etc. Assim como na definição de probabilidade, os avaliadores escolhem uma faixa de referência (ex. “médio”) e isso determina automaticamente um impacto (45%).

Com isso, a combinação (multiplicação) de probabilidade com impacto fornecerá um indicador de criticidade do risco. Quanto maior o indicador, mais crítico ele é. Com essas informações, deve-se priorizar os riscos do mais crítico para o menos crítico, respeitando a ordem de ação considerando o maior impacto e o menor tempo para mitigação.

Definida a prioridade de ação nos riscos, é necessário então definir planos de contingência para mitigar, monitorar ou eliminar. As soluções para a atuação sobre os riscos devem ser específicas e factíveis, além de serem quick wins (ganhos rápidos).

Finalmente, é necessário ter controle sobre a execução dos planos e monitoramento da performance dos riscos.

Terceiro passo – Executar Planos e Monitorar os Riscos:

Etapa 5 – Monitoramento:

Determinadas as ações com seus respectivos planejamentos e a priorização, é necessário ter um controle sobre a execução e um monitoramento de todos os riscos.

Para isso, poderá ser feita a inclusão de controles em sistemas, criação de relatórios e indicadores de desempenho, confecção de políticas e procedimentos, implantação de mecanismos de monitoramento e controle, até o estabelecimento de uma área de gestão de riscos e instrumentos de governança.

O gerenciamento de riscos é um processo dinâmico, contínuo e crucial para a boa governança de qualquer empresa.

Todas as empresas devem ter um controle estratégico capaz e competente, acompanhando diversos indicadores. Estes possibilitam diagnosticar, priorizar, monitorar e gerir os seus riscos.

Estar atento às mudanças é a única forma de evitar ser surpreendido por situações desconhecidas ou não controladas.

O projeto de Consultoria em Estratégia Corporativa da UFMG Consultoria Jr. constrói as bases necessárias dentro da sua empresa para realizar um bom gerenciamento de riscos no seu negócio.

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Texto Adaptado de: Gustavo Lara Ferreira – Ex-presidente UCJ.

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