Capital Própio x Capital de Terceiros: Qual a Melhor Opção?

outubro 4, 2016 7:00 pm

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Na vida de um empreendedor existem dois momentos que definem a história de seu negócio: a decisão de abrir uma empresa e, posteriormente, a decisão de expandi-la. Mas estes dois momentos que são ao mesmo tempo tão distantes e tão próximos, possuem em comum uma enorme incerteza que é compartilhada pela maioria das pessoas: Devo utilizar capital próprio ou de terceiros?

O primeiro pilar que sustenta esta dúvida é: Qual capital é o mais caro? A resposta é quase sempre unânime, capital de terceiros. Mas não se engane, esta é a opção errada. O capital próprio além de ser mais escasso apresenta maiores riscos, por isso é mais caro. No entanto, no Brasil é comum vermos as pessoas evitarem empréstimos a todo custo. De certa forma elas estão corretas, afinal o Brasil está sempre no topo dentre os países com as maiores taxas de juros reais do mundo. Mas lidando com finanças, é preciso se ter em mente que uma boa informação só é gerada a partir de dados e análises, e às vezes o que parece ser bom pode não ser tão bom assim, e a inversa também é verdadeira.

Para os futuros ou atuais empresários, anteriormente ao processo de definição da decisão do capital existem observações correlacionadas que devem ser levadas em consideração, como por exemplo:

  • O nível de aceitação ao risco;
  • A versatilidade para seguir orientações externas;
  • A facilidade para se relacionar com eventuais sócios, entre outros.

Ter esse tipo de resposta em mente é o pontapé inicial para se analisar a questão da origem dos recursos e, para deixar tudo mais claro, os conceitos são:

  • Capital Próprio: formado pelos recursos originados do fundador, sócio ou ainda recursos originados de investidores que injetam capital em troca de participação. Nessa modalidade, o empresário tem controle total, podendo decidir com o que, onde e quando investir, etc. No entanto, fica limitado ao valor de seu capital. Para crescer, depende de uma estrutura orgânica, pautada, basicamente, no reinvestimento total ou de parte dos lucros. Nesse tipo de investimento, caso opte por um sócio, deve-se ter bem definida qual a participação e responsabilidades de cada um no empreendimento. Ter um sócio também pode ser vantajoso quando se leva em consideração fatores com know-how e estratégias de gestão. É a opção mais cotada quando se trata de um empresário com perfil conservador ou tradicional.
  • Capital de Terceiros: formado por recursos externos à empresa, como empréstimos ou financiamentos bancários. O capital de terceiros permite um crescimento acelerado que vai além do que seria possível com os recursos próprios. Conseguindo uma operação de maior potencial naturalmente têm-se uma geração maior de lucros. O problema nesse caso é que, além do retorno próprio esperado, o empresário precisa pagar as obrigações advindas com a obtenção deste capital (juros), ou no caso de ter optado por captar recursos com um investidor, fica com sua autonomia reduzida. Se tratando deste tipo de recurso também é recomendável não comprometer como garantias itens essenciais à operação, como máquinas e equipamentos. Devido a essas características é uma opção ao perfil de empresários mais ousados.

Medir e controlar os resultados obtidos serão a forma de definir se manter a empresa aberta está sendo um bom negócio, afinal do que adianta manter toda uma operação funcionando se existem possibilidades com menores riscos ou maiores retornos disponíveis no mercado?  Para isto existem metodologias para se calcular o verdadeiro lucro econômico, como o Economic Value Added (EVA). Outras formas seriam medir o custo de oportunidade e o Total Shareholder Value (TSV). Porém, no início do negócio não é preciso usar metodologias complexas, basta se perguntar se o retorno obtido está sendo compatível com o risco e o capital investido. Caso não esteja, provavelmente algo está errado, e a UFMG Consultoria Júnior pode te ajudar.

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