Gerenciamento de Riscos – Tudo que você precisa saber

fevereiro 18, 2016 10:00 am

Gerenciamento de Riscos é uma parte da estratégia de todas as empresas – mesmo que seja inconscientemente. Ele está presente na tomada de decisão de vários setores e departamentos.

Ao decidir por comprar um ativo, contratar pessoal, realizar um financiamento ou investimento, é natural calcular o retorno desejado. Muitas vezes fazemos isso de maneira intuitiva.

Neste artigo você irá aprender como gerenciar riscos para evitar aqueles que podem problematizar ou até inviabilizar os resultados positivos do seu negócio.

Software para Gerenciamento de Riscos

Gerenciamento de Riscos: Para que Serve?

A origem dos riscos pode ser externa – comportamento dos clientes e concorrentes, mudança tecnológica, novas leis e regulações – ou interna – que surgem dentro da estrutura da empresa ou do projeto.

O gerenciamento de riscos como objetivo: reduzir o número de incertezas que podem se materializar em problemas e minimizar o efeito daquelas que venham a ocorrer.

Segundo o Guia PMBOK, considerado a base dos conhecimentos sobre gestão de projetos a definição de risco é:

Risco é um evento ou uma condição incerta que, se ocorrer tem um efeito positivo ou negativo em um ou mais objetivos do projeto, como escopo, prazo, custo e qualidade”.

É de extrema importância que se consiga mapear os riscos potenciais que podem causar grandes danos à organização. Desta forma evita-se os riscos desconhecidos que podem causar um impacto inesperado.

Uma pesquisa feita pelo PMI (Project Management Institute), mostrou que apenas 35% das organizações realizavam a gestão de riscos formalmente – com uma metodologia estruturada, igual a que você aprenderá neste artigo. A maior parte delas (54%) diziam gerenciar informalmente os riscos. Apenas 11% assumiram não tratar os riscos em sua empresa ou projetos.

gestão eficiente dos riscos corporativos passa por 6 etapas básicas para seu completo funcionamento. Essas 5 etapas se desenvolvem nos três passos para operacionalizar o gerenciamento de riscos.

As 6 etapas do gerenciamento de riscos eficiente:

  1. Planejamento: É a decisão de como o gerenciamento de risco será feito;
  2. Identificação: Identificar os riscos e compreender algumas de suas características para análise posterior.
  3. Análise Qualitativa: Compreender a importância do risco através de escalas médias de impacto e probabilidade.
  4. Análise Quantitativa: Investigar o impacto e efeitos do risco com precisão numérica.
  5. Planejamento de Respostas: Priorização de riscos e decidir como lidar com cada um considerando a tolerância ou aversão a riscos predominante.
  6. Monitoramento: Acompanhar o comportamento dos riscos no tempo e a adequação do nível de exposição existente.

Gerenciamento de RicosEtapa 1 – Planejamento

O primeiro passo é definir como o gerenciamento de riscos será feito. Isso abrange qual metodologia será utilizada, as ferramentas disponíveis e como esse gerenciamento de risco será executado.

Esta etapa deve ser sempre revisada e atualizada, corrigindo eventuais dificuldades identificadas durante a execução da gestão de riscos.

Etapa 2 – Identificação do Risco:

É o momento de pensar quais riscos podem afetar sua empresa. Para tanto é necessário avaliar todos os aspectos que envolvam incertezas.

Nesta etapa é muito importante que seja feita uma análise de dados históricos tornando possível a identificação de riscos causaram impactos na empresa.

Além disso, devem ser estabelecidas premissas em relação à contexto atual da empresa e quais são os riscos a ela relacionados. O gerenciamento de riscos muda se a empresa está em uma fase de amadurecimento, crescimento, expansão ou consolidação.

Algumas ferramentas que aqui podem ser utilizadas são: entrevistas, brainstorming, técnica Delphi, análise de causa-raiz e análise SWOT.

Etapa 3 – Análise Qualitativa:

analisar de forma qualitativa os riscos, buscando avaliar quais são seus efeitos sobre o projeto e classificando quais são os mais prioritários. É aconselhável que esta etapa seja feita em grupo, na qual os participantes deverão analisar os riscos identificados no que tange a sua probabilidade de ocorrência e o seu impacto nos resultados do projeto, o que normalmente é feito seguindo a escala categórica ordinal: muito alto(0,9), alto (0,7), médio (0,5), baixo (0,3), muito baixo (0,1).

Definido o modelo de risco, deve-se avaliar quais são seus efeitos sobre a empresa e classificar quais são os mais prioritários e merecem maior atenção.

É aconselhável que esta etapa seja feita em grupo. Os participantes deverão analisar os riscos identificados no que tange a sua probabilidade de ocorrência e o seu impacto nos resultados do projeto Pode-se utilizar uma escala categórica ordinal: muito alto (-90%), alto  (-70%), médio (-50%), baixo (-30%), muito baixo (-10%).

Etapa 4 – Análise Quantitativa:

Deve-se trabalhar os dados existentes e para investigar a probabilidade dos riscos e estimação de suas consequências para a empresa.

À medida que se mapeiam todos os potenciais riscos, a primeira coisa a se fazer é priorizá-los. Nem todo risco identificado deve ser mitigado, controlado ou extinto. Mas, como realizar a priorização dos riscos mais importantes?

A importância do risco é determinada por duas variáveis: probabilidade e impacto.

Probabilidade:

Para cada risco, há uma chance ou Probabilidade de que se ocorra um evento ou alguns eventos e ele se materialize.

Portanto, para determinar a probabilidade de ocorrência desse risco, pode-se seguir uma linha estatística – em que há uma base de dados para calcular a probabilidade de evento. Ou então optar pela análise Qualitativa, que foi apresentada acima.

Impacto:

Para cada evento existe uma dimensão do Impacto causado pela sua ocorrência. Este deve ser mensurado com base em estimativas e análises de dados históricos. Quando não se pode contar com números deve-se voltar à análise qualitativa.

Esta também, por faixas de referência associadas a um percentual,  assim como na definição de probabilidade.

Indicador de Criticidade de Risco

A multiplicação dos números absolutos de probabilidade e impacto fornecerá um indicador de criticidade do risco. Quanto maior o indicador, mais crítico é o risco.

Outras ferramentas que podem ser usadas:

  • Árvore de Decisões: São definidas as alternativas para determinado problema, bem como quais são suas consequências. São então atribuídas as probabilidades de ocorrência de cada impacto para que se calcule o resultado de cada opção de decisão.
  • Simulador de Monte Carlo: Utiliza programas de computadores que fazem análises estatísticas para simular a execução do projeto várias vezes, chegando em uma distribuição probabilística dos possíveis resultados alcançados.

Uma vez identificados os riscos da empresa, o próximo passo é trabalhar com o planejamento de atuação.

Etapa 5 – Planejamento de Respostas:

É nesta parte do gerenciamento de riscos que são construídas as estratégias de respostas para os riscos e os planos de ações para cada um. As soluções para a atuação sobre os riscos devem ser específicas e factíveis, aproveitando-se das quick wins (ganhos rápidos).

Os planos de resposta são bem individuais para as realidades de cada empresa. Mas para documentar os Planos de Ação deve-se utilizar alguma metodologia que torne tangível e facilite sua execução, como a 5W2H. 

Finalmente, é necessário ter controle sobre a execução dos planos e monitoramento da performance dos riscos.

Etapa 6 – Monitoramento:

Determinadas as ações com seus respectivos planejamentos e a priorização, é necessário ter um controle sobre a execução e um monitoramento de todos os riscos.

Para isso, poderá ser feita a inclusão de controles em sistemas, criação de relatórios, confecção de políticas e procedimentos, implantação de mecanismos de monitoramento e controle, até o estabelecimento de uma área de gestão de riscos e instrumentos de governança.

O que não é medido não pode ser gerenciado.

É muito importante a definição de Indicadores de Desempenho (KPIs) na etapa de monitoração. Se definidos de maneira assertiva podem te dar as informações certas para a tomada de decisão, que diminui ou elimina o impacto dos riscos na sua empresa.

Checklist: Gerenciamento de Riscos Implementável

Pensando em facilitar o planejamento e a implementação efetiva do gerenciamento de riscos na sua empresa, desenvolvemos um checklist baixável!

É um arquivo em PDF que pode ser impresso e utilizado por você no planejamento do gerenciamento da sua empresa. Ele possui orientação para todas as etapas e espaços para você fazer suas anotações e criar o modelo que melhor aplica à sua empresa.

BAIXE JÁ: Checklist Gerenciamento de Riscos

 

O gerenciamento de riscos é um processo dinâmico, contínuo e crucial para a boa governança de qualquer empresa.

Todas as empresas devem ter um controle estratégico capaz e competente, acompanhando diversos indicadores. Estes possibilitam diagnosticar, priorizar, monitorar e gerir os seus riscos.

Estar atento às mudanças é a única forma de evitar ser surpreendido por situações desconhecidas ou não controladas.

O projeto de Consultoria em Estratégia Corporativa da UFMG Consultoria Jr. constrói as bases necessárias dentro da sua empresa para realizar um bom gerenciamento de riscos no seu negócio.

Texto Adaptado de: Gustavo Lara Ferreira – Ex-presidente UCJ.

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