Para toda empresa, independente do seu porte ou segmento, é importante manter o controle da qualidade de seus processos. Tanto para entender se eles estão cumprindo o seu papel de forma satisfatória quanto utilizando os recursos de forma eficiente.
Porém, diante de tantos outros afazeres, é comum que alguns gestores não deem atenção a esse tipo de processo. Isso pode prejudicar o negócio a médio e longo prazo.
Atualmente existem ferramentas de gestão da qualidade que podem facilitar esse gerenciamento. Um exemplo delas é a carta de controle, uma das mais intuitivas e ricas para controlar a eficiência dos processos.
Hoje, neste post, iremos falar sobre o que consiste esse método, qual a sua importância e como utilizá-lo na sua empresa.
Afinal, o que é Carta de Controle?
Carta de controle é uma ferramenta utilizada para acompanhar a qualidade de um processo. E mostrar, de forma dinâmica, informações relevantes a partir de uma padrão de referência pré-estabelecido.
Ele tem como principal objetivo observar se o processo está nos padrões desejados pelo negócio. Assim, para aplicar as medidas corretivas que forem necessárias.
Manter a qualidade dos processos é muito importante para evitar desperdícios e utilizar de forma eficiente os recursos da empresa. Além de direcionar os esforços para entregar mais e melhores resultados de acordo com potencial operacional do negócio.
Como funciona a Carta de Controle?
É uma ferramenta gráfica que é composta por três linhas de referência para análise da evolução dos dados de um determinado processo, o gráfico da carta de controle é estruturada da seguinte forma:

Cada linha de referência tem um modelo de cálculo, que vamos explicar a seguir:
- (LSC) Limite Superior de Controle: é o valor da linha média mais três vezes o desvio padrão.
- (LIC) Limite Inferior de Controle: é o valor da linha média menos três vezes o desvio padrão.
- Linha média: média estabelecida como padrão de qualidade.
Para os cálculos da linha superior e inferior de controle, é utilizado três vezes o desvio padrão para garantir a confiabilidade dos dados, e estar de acordo com a metodologia Six-Sigma.
O desejável é que as variações se mantenham no espaço da “linha média”, porque isso significa que o processo está nos padrões de qualidade ideais.
Se a variação ultrapassar a linha do “limite inferior”, ou do “limite superior”, quer dizer que o processo está fora dos padrões.
Portanto, é preciso que as causas dessa divergência sejam identificadas, para aplicar ações que façam essa variação diminuir, retornando ao padrão desejado.
Quais os tipos de carta de controle?
Talvez essa seja a principal dúvidas quando vamos trabalhar com cartas de controle. Elas podem variar de acordo com o que está sendo analisado, podem ser por variáveis ou por atributos.
Carta de controle por variáveis
É a mais complexa, porém a que fornece o maior número de informações para quem está analisando. Ela é mais recomendada para aqueles processos que tem a possibilidade de serem aplicadas ações preventivas, ou seja, não emergenciais.
Dessa forma, podem ser subdivididas em:
Carta X-Am
É o modelo geralmente utilizado quando o subgrupo da amostragem é igual a 1, e é preciso calcular a amplitude móvel entre os subgrupos. Seguem alguns exemplos práticos da aplicação desse tipo de carta de controle:
- Controle de temperatura de banhos químicos;
- Processos com pequenas taxas de produção, que não sejam necessários acumular informações de resultados ao longo do tempo;
- Quando o tamanho da amostra maior que um, seja inviável economicamente.
Carta X-R
É o modelo geralmente utilizado quando o subgrupo da amostragem está entre 2 e 9. E essa é a mais utilizada em ambientes industriais.
Na prática, o número de amostras deve ser determinado de acordo com a capacidade de detecção de mudanças, e a medida que o tamanho do subgrupo aumenta, a sensibilidade da amplitude R como estimador do desvio-padrão, diminui proporcionalmente.
A tabela abaixo demonstra essa relação inversamente proporcional entre número de amostras e a eficiência relativa do estimulador “R”.

Carta X-S
Este modelo serve como uma otimização do método X-R, pois ele permite a utilização de amostras que são maiores ou iguais a 10. Não é o mais utilizado, pois na maioria das vezes amostras desse tamanho são economicamente inviáveis.
Assim como no modelo demonstrado anteriormente, o cálculo deve ser feito de acordo com a capacidade de detecção de mudanças.
Carta de controle por atributos
Essa é uma opção de carta de controle mais simples, que identifica se o processo está conforme ou não, e é mais recomendado para processos que tenham a possibilidade de aplicar ações corretivas.
Assim como a carta de controle por variáveis, esse modelo também podem ser subdivididos em categorias que serão demonstradas a seguir:
Carta P
Modelo utilizado quando o atributo de qualidade é representado pela proporção de itens produzidos com defeito. Exemplos:
- Percentual de peças defeituosas produzidas por hora;
- Percentual de barras de chocolates com tamanho fora do padrão produzidas por turno de trabalho.
Carta C
Esta é utilizada quando se quer analisar o número total de defeitos em uma única peça do produto. Exemplos:
- Número de soldas defeituosas em um aparelho de som;
- Número de quebra de uma máquina durante um mês de trabalho;
- Número de riscos em uma chapa metálica produzida.
Carta U
O modelo de carta de controle “U”, é semelhante ao modelo tipo “C”, porém a diferença é que o subgrupo de amostras podem ser maiores que 1. Assim, poderiam ser controladas o número de soldas defeituosas em dois aparelhos de som, ao invés de apenas um.
Carta NP
Esse modelo pode ser aplicado aos mesmos casos do modelo da carta tipo “P”. Entretanto, a diferença é que esta pode ser utilizada quando se deseja controlar o número de itens que não estejam conformes, ao invés da proporção geral de itens defeituosos.
Esse é um método que pode otimizar seus resultados de forma exponencial. E nós, da UCJ, acreditamos que a mentalidade de melhoria contínua dos processos é essencial para qualquer negócio!
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